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	<title>Direitos &#8211; Sindicato dos Químicos Suzano</title>
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	<description>Sindicato oficial do Alto Tietê</description>
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		<title>Trabalhadores da Marfinite querem seus direitos respeitados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2021 22:08:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Lideranças do Sindicato dos Químicos de Suzano e Região estiveram hoje na empresa Marfinite. Em assembleia, os trabalhadores decidiram entrar em estado de greve devido a<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lideranças do Sindicato dos Químicos de Suzano e Região estiveram hoje na empresa Marfinite. Em assembleia, os trabalhadores decidiram entrar em estado de greve devido a falta de pagamento dos salários e do Décimo Terceiro. De acordo com o presidente do SindQuímSuzano, Cláudio José de Carvalho, os trabalhadores não descartam a paralisação caso a empresa não cumpra com as obrigações trabalhistas.</p>

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		<title>MP 927 perde a validade e mudanças vão impactar nos direitos do trabalhador</title>
		<link>https://sindquimsuzano.org.br/mp-927-perde-a-validade-e-mudancas-vao-impactar-nos-direitos-do-trabalhador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2020 17:50:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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<section id="post-content" class="post-content"><em class="post-excerpt">Na segunda-feira (20), a medida provisória (MP) 927 perdeu o seu prazo de validade para votação e caducou. O texto foi publicado em março e flexibilizou as regras trabalhistas, permitindo que os empregadores negociarem com os seus funcionários, sem que fosse realizado por intermédio do sindicato do trabalhador.</em></p>
<div>MP 927 perde a validade e mudanças vão impactar direitos do trabalhador</div>
<div>MP 927 perde a validade e mudanças vão impactar direitos do trabalhador (Foto:Google)</div>
<div>publicidade</div>
<div></div>
<div></div>
<div>Mudanças como os acordos sobre o teletrabalho, suspensão temporária do contrato de trabalho, antecipação de férias e feriados, banco de horas, adiamento do recolhimento do FGTS por três meses e dispensa de exames médicos ocupacionais, fizeram parte da MP.</div>
<div></div>
<div>O texto que foi publicado em 22 de março, tinha como objetivo facilitar a manutenção dos postos de trabalho por conta da crise causada pelo novo coronavírus.</div>
<div></div>
<div>A MP 927 chegou a ser aprovada na Câmara dos Deputados, mas no Senado o texto recebeu mais emendas e não se chegou a um consenso.</div>
<div></div>
<div>No período em que vigorou, a MP gerou discordância entre a equipe econômica do governo, entidades de classe e os parlamentares.</div>
<div></div>
<div>A especialista em Direito do Trabalho e associada do escritório Chediak Advogados, Michelle Pimenta Dezidério, explicou em entrevista ao Jornal O Globo que os empregadores não podem mais tomar medidas com base nas regras que foram modificadas pela MP.</div>
<div></div>
<div>Agora, voltou a valer as regras CLT, sem nenhum tipo de flexibilização. Porém, tudo o que foi acordado no período que a MP estava em vigor continua tendo validade.</div>
<div></div>
<div>Michelle comentou que a não votação da medida prejudica o empregador, que não poderá mais flexibilizar as regras. E os empregados também, que podem acabar sendo dispensados, o que faz com que o número de desempregados no país aumente.</div>
<div></div>
<div>“Todas essas regras que foram permitidas tinham a intenção de manter os empregos. Então, esse empregador, sem a flexibilização, vai pensar duas vezes antes de manter o funcionário, e para o trabalhador, ele corre o risco de perder seu posto.”, disse.</div>
<div></div>
<div><strong>Mudanças dos direitos dos trabalhadores com a MP 927</strong></div>
<div><strong>Feriados </strong></div>
<div></div>
<div>A empresa não poderá mais antecipar feriados, eles deverão ser dados no dia que acontecerem no caso de feriados nacionais.</div>
<div>Banco de horas</div>
<div></div>
<div>O banco de horas deixa de poder ser compensado em até 18 meses, voltando ao prazo de 6 meses, nos casos de acordo individual entre a empresa e o empregado.</div>
<div></div>
<div><strong>Trabalho remoto </strong></div>
<div></div>
<ul>
<li>O empregador não poderá determinar a alteração do regime de trabalho do presencial para o remoto</li>
<li>O trabalho remoto não pode mais ser aplicado a estagiários e aprendizes</li>
<li>O tempo de uso de aplicativos e programas de comunicação fora da jornada de trabalho normal poderão novamente caracterizar tempo à disposição.</li>
</ul>
</section>
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<div id="post-comments" class="post-comments is-closed">
<div class="clearfix">Fonte: fsindical</div>
<div>Imagem destacada: bancarioscascavel</div>
</div>
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		<title>Não existem representantes dos trabalhadores no Brasil?</title>
		<link>https://sindquimsuzano.org.br/nao-existem-representantes-dos-trabalhadores-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2020 10:36:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
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					<description><![CDATA[Trabalhadores sabem das notícias sobre suas vidas por meio da mídia Desde o decreto de calamidade pública, o governo e o Congresso vêm adotando medidas para<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: center;">Trabalhadores sabem das notícias sobre suas vidas por meio da mídia</h3>
<p>Desde o decreto de calamidade pública, o governo e o Congresso vêm adotando medidas para reduzir o impacto da pandemia na economia brasileira. Entre essas medidas estão algumas que afetam o salário e as condições de vida dos trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público.</p>
<p>“É evidente que uma crise desta proporção traz consigo desafios imensos à população e às autoridades. A gravidade do momento requer escolhas que somente terão legitimidade se feitas na base do diálogo entre as forças produtivas do país”, pontuou Petrus Elesbão, presidente do Sindilegis.</p>
<p>No entanto, desde que a imprensa passou a noticiar as iniciativas em discussão ou adotadas pelo governo e pelo Congresso, principalmente aquelas relacionadas ao trabalhador, não se tem notícia de nenhuma reunião ou videoconferência realizada com os representantes da classe trabalhadora.</p>
<p>Ontem, dia 14/4, por exemplo, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, em videoconferência promovida pela XP Investimentos, comentou sobre algumas iniciativas que o governo pretende levar adiante. No dia 28/3, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também em reunião virtual realizada pela XP Investimentos, abordou a questão dos salários dos trabalhadores e servidores. E, por fim, em diversas ocasiões, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também teceu comentários acerca do assunto.</p>
<p>“Espanta o fato de os trabalhadores não serem convidados para reuniões que tratem de assuntos tão sensíveis e que atingem diretamente esse grupo. Sabemos, por meio dos jornais e dos canais de comunicação da XP Investimentos, dos encontros feitos com a indústria, o comércio, os bancos e as corretoras. Isso é bom. Mas os trabalhadores não serão chamados? Não possuem representantes? Fica parecendo que o trabalhador não existe para as autoridades”, comentou Alison Souza, vice-presidente do Sindilegis.</p>
<p>A Diretoria do Sindilegis solicita às autoridades que convoquem os representantes dos servidores públicos e dos trabalhadores da iniciativa privada para esclarecerem as medidas que pretendem adotar e, também, ouvir as contribuições daqueles que movem o país tanto quanto os empresários e os comerciantes.</p>
<p>Autora da matéria: Adriana Mendes/<br />
Fonte: sindilegis</p>
<p>Imagem destacada: medium.com</p>
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		<title>Consultoria do Senado questiona legalidade do programa Verde Amarelo</title>
		<link>https://sindquimsuzano.org.br/consultoria-do-senado-questiona-legalidade-do-programa-verde-amarelo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2019 11:22:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos]]></category>
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					<description><![CDATA[No documento em que analisam a MP, revelado pelo site Poder360, os técnicos do Senado afirmam que, embora benéfico para a empresas, o benefício fiscal pode<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No documento em que analisam a MP, revelado pelo site Poder360, os técnicos do Senado afirmam que, embora benéfico para a empresas, o benefício fiscal pode ser considerado irregular.</p>
<article class="single-content-text">Conforme matéria de <strong>Daniel Wterman</strong>, no <strong>O Estado de São Paulo</strong>, parecer da consultoria legislativa do Senado avaliou como inconstitucional o governo isentar empresas de contribuições que incidem sobre a folha de pagamento. A proposta é o cerne da medida provisória que cria o Trabalho Verde Amarelo, enviada no início do mês ao Congresso, com objetivo de estimular a contratação de jovens entre 18 e 29 anos. Como revelou o Estadão/Broadcast, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estuda devolver a MP sem nem sequer colocá-la em votação.</p>
<p>No documento em que analisam a MP, revelado pelo site Poder360, os técnicos do Senado afirmam que, embora benéfico para a empresas, o benefício fiscal pode ser considerado irregular.</p>
<p>“A Constituição não admite hipótese de não incidência de contribuição sobre a folha de pagamento, o que nos faz concluir pela inadequação da proposta governamental em isentar tais contribuições sobre os empregados contratados nos termos do Contrato Verde Amarelo”, diz o parecer, encomendado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).</p>
<p>Os consultores também questionam a legalidade de isenção do recolhimento do salário-educação, que tem destinação constitucional para o custeio da educação básica, também prevista na MP.</p>
<p>As empresas que fizerem a adesão ao programa terão redução de até 34% nos impostos que pagam sobre a folha de salários, desde que ampliem o número de funcionários.</p>
<p>Outro ponto da MP tratado no parecer é a taxação do seguro-desemprego, proposto pelo governo como fonte para bancar o novo programa. Segundo os consultores, essa cobrança fere, ao mesmo tempo, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a emenda do teto de gastos.</p>
<p>“Essa compensação não observará os critérios de equilíbrio financeiro e atuarial, dado que as contribuições vertidas pelos beneficiários do seguro desemprego serão destinadas, com efeito, a cobrir os direitos recorrentes da contagem do tempo de gozo desse benefício para fins de aposentadoria”, diz o documento.</p>
<p>Hoje, quem recebe o seguro-desemprego não é taxado. O benefício é assegurado pela Constituição de 1988 com o objetivo de fornecer suporte financeiro ao trabalhador formal demitido sem justa causa enquanto busca recolocação no mercado. É pago por um período que varia de três a cinco meses, de forma alternada ou contínua.</p>
<p>A consultoria ainda levanta dúvidas sobre outros pontos, como o fim da multa de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pagas pela empresa em caso de demissão sem justa-causa e a permissão para trabalho aos domingos.</p>
<p>Atualmente, as empresas pagam 50% de multa nas demissões: 40% ficam com o trabalhador e os outros 10% vão para os cofres da União, que repassa os recursos para a administração do fundo. Para a consultoria do Senado, esse ponto deveria ser tratado via projeto de lei, e não por MP.</p>
<p>Em relação ao trabalho aos domingos, o parecer aponta que o tema já foi tratado – e rejeitado no Congresso – na MP da Liberdade Econômica. A legislação veda que o governo edite nova medida provisória para tratar do mesmo tema.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35661 alignleft" src="https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/11/EKirf5xWsAE8qfR-1024x459.jpg" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" srcset="https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/11/EKirf5xWsAE8qfR-1024x459.jpg 1024w, https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/11/EKirf5xWsAE8qfR-300x135.jpg 300w, https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/11/EKirf5xWsAE8qfR-768x344.jpg 768w, https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/11/EKirf5xWsAE8qfR.jpg 1280w" alt="" width="512" height="230" />Miguel Torres, presidente da Força Sindical, afirrmou que “A carteira verde amarela é uma “Black Friday dos direitos dos trabalhadores”, aproveitando a onda da liquidação feita na sexta feira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fontes: O Estado de São Paulo e radiopeaobrasil</p>
</article>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A reforma sindical e o valor da negociação coletiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2019 19:38:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos]]></category>
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					<description><![CDATA[Nunca a negociação coletiva foi tão valorizada! Esta afirmação pode parecer estranha em um momento em que os sindicatos estão minguando, por conta da opção que<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="bodytext"><strong>Nunca a negociação coletiva foi tão valorizada!</strong></p>
<p class="bodytext">Esta afirmação pode parecer estranha em um momento em que os sindicatos estão minguando, por conta da opção que empresas e empregados têm ou não em custear existência dos seus respectivos sindicatos. Opção dada pela lei da reforma trabalhista, que tornou facultativa a contribuição sindical. Hoje, tanto sindicatos de empregados quando de empregadores estão frágeis por conta de perda de recursos. E a quem interessa sindicatos frágeis? A ninguém. Se alguém está feliz com esta notícia, damos uma outra abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="bodytext">Pense em uma empresa tendo que negociar seus interesses diretamente com cada um de seus empregados, porque não existe mais sindicatos dos trabalhadores. Pois é essa a consequência da morte de um sindicato. Seria possível o RH fazer negociação com cada um de seus trabalhadores, de acordo com suas necessidades específicas? E o trabalhador iria negociar diretamente com a empresa, sendo ele a parte economicamente mais fraca?</p>
<div class="teads-inread sm-screen">
<div>
<div id="teads0" class="teads-player">Pelo lado da empresa, ela consegue funcionar sem as regras de um acordo ou convenção coletiva de trabalho? Alguém duvida de que haveria uma imediata paralisação caso em uma negociação as partes não chegassem a um acordo quanto ao índice de reajuste salarial, só para citar um exemplo?</div>
</div>
</div>
<p class="bodytext">O mundo das negociações coletivas é mais complexo do que aparenta ser. Hoje uma empresa funciona praticamente por conta de um acordo ou uma convenção coletiva de trabalho que foram no passado negociados. Se a lei resolvesse tudo, não precisaríamos de negociação coletiva. Se assim é, então está mais do que na hora de pensarmos que tipo de sindicatos desejaremos pós reforma trabalhista.</p>
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<div id="google_ads_iframe_/44585206/c24h_internas_300x250_03_0__container__">Esta lei permitiu, acertadamente, que o custeio dos sindicatos passasse a ser voluntário. Esta é uma medida que traz mais legitimidade, tanto para os sindicatos que representam os interesses das partes, quanto para seus representados.</div>
</div>
<div><img decoding="async" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS4WsokHyIjvX1C69CHkjvI8JyM1ZruTgPEGljct3lUyU6b8RGG0Q" alt="Resultado de imagem para negociação coletiva" /></div>
<p class="bodytext">No entanto, nem tudo foi solucionado pela lei. Permaneceu um elemento que deve agora ser mudado na reforma sindical que se aproxima: a questão da representatividade exclusiva de um sindicato, que tem este direito única e exclusivamente porque nasceu em um determinado local, o que se chama de unicidade sindical.</p>
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<div id="google_ads_iframe_/44585206/c24h_internas_300x250_04_0__container__">O governo quer quebrar este princípio criando a pluralidade sindical, onde sindicatos poderão ser constituídos livremente, trabalhadores e empregadores poderão se filiar a estes livremente e também contribuir para os mesmos livremente. Uma mudança colossal no sistema sindical brasileiro.</div>
</div>
<p class="bodytext">Independente do modelo que será adotado, uma coisa é certa, a negociação coletiva, que já é fundamental para a empresa, passará a ser mais importante ainda, já que não vai acabar, devendo ser regulamentada na reforma sindical.</p>
<p class="bodytext">É por isso que a negociação coletiva nunca deixará de ser importante, tanto para empregados quanto para empregadores. A melhoria de condição de vida para o trabalhador, que faz com que tenha mais dinheiro na mão para despejar sobre o sistema capitalista, foi construída através de leis, mas principalmente através da negociação coletiva e dos sindicatos.</p>
<p class="bodytext"><strong>Eduardo Pastore</strong> é advogado trabalhista, membro do Conselho de Relações do Trabalho da FIESP e da Fecomércio/SP.</p>
<p>Fonte: correio24horas</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>PMs serão ouvidos em investigação sobre morte de menina de 8 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2019 14:06:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Ágatha foi ferida com um tiro nas costas na noite de sexta-feira, quando estava dentro de uma kombi com o avô, na comunidade Fazendinha, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.</strong></em></p>
<article class="single-content-text"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-32677" src="https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/09/complexo-do-alem%C3%A3o-policia-1024x683.jpg" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" srcset="https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/09/complexo-do-alemão-policia-1024x683.jpg 1024w, https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/09/complexo-do-alemão-policia-300x200.jpg 300w, https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/09/complexo-do-alemão-policia-768x512.jpg 768w, https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/09/complexo-do-alemão-policia-1320x880.jpg 1320w, https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/09/complexo-do-alemão-policia.jpg 1500w" alt="" width="1024" height="683" />A Delegacia de Homicídios da Capital vai ouvir amanhã (22), no Rio de Janeiro, dois policiais militares que participaram da ação realizada no Complexo do Alemão, no momento em que um disparo matou a menina Ágatha Félix, de 8 anos. Segundo a Polícia Civil, as armas dos PMs serão recolhidas para confronto balístico.Ágatha foi ferida com um tiro nas costas na noite de sexta-feira, quando estava dentro de uma kombi com o avô, na comunidade Fazendinha, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.De acordo com relatos de moradores pelas redes sociais, o tiro teria sido disparado por militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), que atiraram contra ocupantes de uma motocicleta em fuga. Em entrevistas à imprensa, familiares da menina também afirmam que não havia confronto no momento do disparo.</p>
<p>Um projétil foi retirado da vítima no hospital. Posteriormente, fragmentos de projétil foram retirados de seu corpo com a ajuda de um scanner, no Instituto Médico Legal.</p>
</article>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-2941" src="https://sindquimsuzano.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CHARGE-Olha-a-bala-por-Ivan-Cabral-300x215.jpg" alt="" width="506" height="362" srcset="https://sindquimsuzano.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CHARGE-Olha-a-bala-por-Ivan-Cabral-300x215.jpg 300w, https://sindquimsuzano.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CHARGE-Olha-a-bala-por-Ivan-Cabral-203x146.jpg 203w, https://sindquimsuzano.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CHARGE-Olha-a-bala-por-Ivan-Cabral-50x36.jpg 50w, https://sindquimsuzano.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CHARGE-Olha-a-bala-por-Ivan-Cabral-104x75.jpg 104w, https://sindquimsuzano.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CHARGE-Olha-a-bala-por-Ivan-Cabral.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 506px) 100vw, 506px" /></p>
<p>A Polícia Civil já ouviu parentes da menina, o motorista da kombi em que ela estava e outras testemunhas. Também foi realizada perícia no veículo. Ao longo da semana, os investigadores devem fazer uma reprodução simulada do crime.</p>
<article class="single-content-text">A Corregedoria da Polícia Militar abriu um processo de investigação sobre a atuação dos policiais envolvidos no episódio.Em nota, o governo do Rio diz que lamenta “profundamente” a morte da menina e que houve queda 21% no número de homicídios dolosos nos primeiros meses do ano.</p>
<h3>Denúncia à ONU</h3>
<p>A morte de Ágatha Félix levou movimentos sociais de favelas do Rio de Janeiro e a organização não governamental Justiça Global a denunciarem o governador Wilson Witzel e o Estado Brasileiro ao Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Direitos Humanos. A denúncia afirma que a “morte de Ágatha é consequência direta da política de abate imposta pelo governador às favelas do Rio”.</p>
</article>
<p>Assinam o pedido os movimentos Papo Reto, Fórum Grita Baixada, Instituto Raízes em Movimento, Fórum Social de Manguinhos, Mães de Manguinhos, Movimento Moleque, Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência e Arquitetxs Faveladxs.</p>
<p>&nbsp;</p>
<article class="single-content-text">O assassinato de Ágatha também gerou críticas à política de segurança pública por parte da Ordem dos Advogados do Brasil, da Anistia Internacional no Brasil e da Defensoria Pública do Estado do Rio.“As mortes de inocentes, moradores de comunidades, não podem continuar a ser tratadas pelo governo do Estado como danos colaterais aceitáveis. A morte de Ágatha evidencia mais uma vez que as principais vítimas dessa política de segurança pública, sem inteligência e baseada no confronto, são pessoas negras, pobres e mais desassistidas pelo Poder Público”, disse a seccional fluminense da OAB.Fonte: Agência Brasil</p>
<p>charge: cabral</p>
</article>
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		<title>Souto Maior: Brasil se tornou “laboratório da retração dos direitos trabalhistas”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2019 12:05:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos]]></category>
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					<description><![CDATA[“A situação está ruim, mas estamos ainda no meio do caminho do que tende a ser pior”. O desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>“A situação está ruim, mas estamos ainda no meio do caminho do que tende a ser pior”. O desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) e professor de Direito do Trabalho Jorge Luiz Souto Maior resumiu dessa forma sua visão sobre os impactos da reforma trabalhista em vigor no Brasil desde 2017.</strong></p>
<article class="single-content-text">
<div id="attachment_29629" class="wp-caption alignnone">
<p><a href="https://radiopeaobrasil.com.br/35415345361_e921b10fa5_z/"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29629" src="https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/07/35415345361_e921b10fa5_z.jpg" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" srcset="https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/07/35415345361_e921b10fa5_z.jpg 630w, https://radiopeaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2019/07/35415345361_e921b10fa5_z-300x200.jpg 300w" alt="" width="630" height="420" aria-describedby="caption-attachment-29629" /></a>Foto: Arquivo</p>
</div>
<p>Segundo ele, a reforma já ampliou o abismo social e tem servido para degradar as relações trabalhistas. Somam-se a esse cenário o nível recorde de desemprego e os cortes nos investimentos em serviços públicos.</p>
<p>“Sem querer assumir que caminharam na direção errada, começam a dizer que a reforma foi pouco e querem mais. Pretendem, então, aumentar a dose do mesmo “remédio”. E aumentar a dose é destruir o que sobrou: caminhamos possivelmente, se nada houver, para a destruição do Estado democrático de direitos sociais no Brasil”, argumenta.</p>
<p>Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Souto Maior, que leciona na tradicional faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo, antevê que o Brasil enfrentará problemas econômicos e sociais ainda maiores por não medir corretamente os efeitos da fragilização das relações entre patrões e empregados.</p>
<p>“Mas essa não é uma projeção no sentido do ‘inevitável’. Há, ainda, em funcionamento, muitas instituições jurídicas, democráticas e políticas, e essas instituições podem fazer um grande papel no sentido de barrar o percurso em direção à barbárie”, ressalva.</p>
<p>O desembargador apresenta, ainda, reflexões a respeito dos diversos erros que abriram caminho para a aprovação desta “reforma” e que deixaram campo livre para outras reformas similares, como a da Previdência.</p>
<p>Na entrevista, Souto Maior destacou dados do mundo do trabalho e do Judiciário brasileiro e analisou o fenômeno da uberização da economia e das relações de trabalho.</p>
<p>Além disso, trouxe uma análise da evolução histórica do Direito do Trabalho enquanto construção social, apresentando, por fim, a avaliação em torno da urgência de se corrigirem os erros cometidos neste campo, sob pena de mergulharmos em um caos social.</p>
<p>“A mera piora das condições materiais não é fundamento para acreditar que alguma reação popular ocorra. A situação de 56 milhões de brasileiros já é a de “viver” abaixo da linha da miséria”, analisa.</p>
<p>Ele apresenta, nesse aspecto, uma ressalva fundamental: não basta simplesmente defender o retorno ao que tínhamos recentemente. É preciso construir uma sociedade, uma economia e um Direito efetivamente inclusivos.</p>
<p>Leia a entrevista na íntegra:</p>
<p>Brasil de Fato: Sobre as mudanças na legislação trabalhista, já é possível sentir reflexos no juízo do Trabalho?</p>
<p>Souto Maior: Eu atuei na Vara do Trabalho exatamente até dezembro de 2017 e a Lei n. 13.467, da reforma [trabalhista], entrou em vigor em novembro daquele ano. Daí por diante eu passei a atuar no Tribunal, que tem uma dinâmica de trabalho diferente. Eu não tenho, pois, a avaliação do mesmo lugar antes e depois da legislação. O que temos, porém, como resultado dado por números é a diminuição sensível do número de reclamações trabalhistas – fato que tem sido apresentado por parte da grande mídia como um efeito benéfico da reforma, mas de fato não é.</p>
<p>A diminuição das reclamações trabalhistas se deu por uma imposição de custos processuais, que, na verdade, acaba sendo um expediente para inviabilizar o acesso à Justiça. O caminho necessário, no entanto, na perspectiva do Estado Democrático de Direto (considerando, sobretudo, a essencialidade dos direitos sociais, conforme preconizado na Constituição Federal), é o da ampliação das vias de acesso à Justiça. O acesso à Justiça é uma conquista fundamental para a efetivação dos direitos sociais, dos Diretos Humanos e, para tanto, é necessário, também, que se tenha uma instituição do Estado com relação à qual os titulares dos direitos sociais depositem confiança.</p>
<p>Não que a Justiça do Trabalho não pudesse ser alvo de críticas, eu mesmo tenho sido historicamente crítico da Justiça do Trabalho em vários aspectos ligados ao seu funcionamento, sobre a visão de mundo que expressa, etc. O que quero dizer é que o alto número de processos na Justiça não deveria ter sido visto como um defeito que devesse ser corrigido. Se havia grande número de reclamações trabalhistas isso, por um lado, é sinal de que parte considerável da população mais pobre do país confia em uma instituição do Estado, o que não deixa de ser uma conquista da cidadania; e, por outro, que, infelizmente, a legislação trabalhista continua sendo extremante desrespeitada em nosso país.</p>
<p>E como surgiu essa mecânica de destruição?</p>
<p>Para destruir essa via de acesso à Justiça foi feita muita propaganda dizendo que as reclamações trabalhistas eram maquiadas, inventadas; que os trabalhadores requeriam direitos que não eram devidos; que a Justiça conferia direitos não devidos – o que não era verdade, como se pode constatar dos números à época divulgados, revelando que a grande maioria das reclamações tratava de verbas rescisórias não pagas. Ainda temos uma realidade do trabalho que convive muito, infelizmente, com o desrespeito reiterado da legislação.</p>
<p>Esse desrespeito gera um conflito bastante intenso, que refletia nas ações perante a justiça. O que se fez foi, portanto, algo que, sem interromper essa prática de um Direto do Trabalho não respeitado de forma reiterada e convicta, visou unicamente dificultar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras na luta por seus direitos.</p>
<p>Esse efeito da redução de reclamações, portanto, traz consigo um dado extremamente maléfico, que é contrário a uma lógica de Estado Social e que vai no sentido da destruição concreta de direitos humanos, sociais e trabalhistas.</p>
<p>E essa dificuldade de acesso à justiça por si está aliada a outros elementos que compõem a “reforma” trabalhista: fragilização da atuação sindical; multiplicação das formas de contratação precárias, e ampliação dos mecanismos de retirada de direitos por meio de negociações individuais entre trabalhadores e empregadores.</p>
<p>Estabeleceu-se a situação de um trabalhador que passa a ter uma dificuldade de ir à Justiça, com medo dos altos custos do processo e de um sindicato fragilizado pela perda de arrecadação para o seu custeio, em uma sociedade com um desemprego de 13 milhões de pessoas, as quais, por conta disso, estão dispostas a aceitar qualquer trabalho sem perspectiva de direitos.</p>
<p>Quais as consequências?</p>
<p>O trabalhador, nesse ambiente, com formas precárias de contratação e sendo pressionado para aceitar condições menos favoráveis em uma negociação individual com seu empregador, fica em posição de plena submissão. A soma de tudo isso é aquilo que tem sido verificado: o aumento do sofrimento no trabalho, das doenças no trabalho, das questões psíquicas que dizem respeito ao trabalho. E do ponto de vista econômico, já apontado em vários em estudos, a diminuição salarial, do ganho da classe trabalhadora.</p>
<p>As negociações de salários não estão conseguindo acompanhar na média sequer a inflação.</p>
<p>Então os trabalhadores estão participando menos da riqueza coletivamente produzida. Consequentemente a concentração [da riqueza] está sendo maior , sem que tenha havido também – e até por consequência disso – o que se prometeu: o aumento de pessoas empregadas. O que aconteceu foi a disseminação do subemprego, com redução tão intensa de direitos que a situação fica mais bem identificada como desemprego e rebaixamento do patamar de cidadania.</p>
<p>O efeito geral é desastroso do ponto de vista do projeto de sociedade, da inserção humana e de cidadania da classe trabalhadora. E é desastroso também no aspecto econômico, com redução de consumo e das possibilidades econômicas do país, de arrecadação, dos projetos públicos e dos investimentos públicos, o que, como efeito bola de neve, não se querendo reconhecer os erros, acaba alimentando o discurso em torno da necessidade de novas reformas, como a da Previdenciária, que vai penalizar novamente a classe trabalhadora.</p>
<p>Além disso, com a consequente redução das fontes de custeio necessárias para o enfrentamento das questões de ordem pública, o que se verifica, também, é o retorno de doenças que já se tinham por erradicadas e o completo desprezo pelos cuidados com o meio ambiente (vide as queimadas na Amazônia, que também têm outras explicações, como o atendimento prioritário e promíscuo aos interesses do agronegócio).</p>
<p>Tudo isso é efeito do esfacelamento posto em marcha desde a década de 1990 do projeto de Estado Social de Direito fixado na Constituição de 1988. Tudo está ligado. Pode parecer exagero, mas não é: tudo está ligado à “reforma” trabalhista.</p>
<p>A “reforma” trabalhistas alargou as fissuras e o que se vislumbra é o crescimento dos problemas sociais e econômicos que já existiam, com o gravame de que desta vez tudo é feito sem a menor despreocupação de acertar, deslocado de qualquer base de conhecimento, por meio de memes, lives, frases de efeito, ameaças e força bruta, que interditam até mesmo as possibilidades de debate.</p>
<p>A situação está ruim, mas estamos ainda no meio do caminho do que tende a ser pior. Sem querer assumir que caminharam na direção errada, começam a dizer que a reforma foi pouco e querem mais. Pretendem, então, aumentar a dose do mesmo “remédio”. E aumentar a dose é destruir o que sobrou: caminhamos possivelmente, se nada houver, para a destruição do Estado democrático de direitos sociais no Brasil.</p>
<p>Mas essa não é uma projeção no sentido do “inevitável”. Há, ainda, em funcionamento, muitas instituições jurídicas, democráticas e políticas (públicas e privadas), e essas instituições podem fazer um grande papel no sentido de barrar o percurso em direção à barbárie.</p>
<p>Hoje o caminho parece sem volta. Qual o senhor imagina que venha a ser o final dessa história? A população conseguiu entender o tamanho do problema que essas reformas trazem?</p>
<p>É difícil de responder o que vai acontecer. Quem faça esse tipo de análise depois senta e fica torcendo para estar certo, sempre com previsões pessimistas. Como eu não quero que aconteça, não vou projetar. Até porque nesses momentos da história em que essas crises se instauram, abre-se uma porta que vai para caminhos diversos que são construídos a cada novo dia, a cada instante. Um fato hoje pode mudar completamente o rumo dessa história. Mas os fatos não ocorrem por acaso, ocorrem por obra da vontade humana. Por isso é importante, o quanto antes a percepção da população sobre o que está ocorrendo, para que o futuro seja fruto de uma obra consciente e não do acaso.</p>
<p>É muito difícil apostar no que vai acontecer. Um esclarecimento popular mais amplo? Não é algo tão simples e que deflua naturalmente da necessidade econômica. Não podemos perder de vista que muitas pessoas, milhões até, na população brasileira, já vivenciam essa realidade de barbárie há muitos anos. A questão é que, agora, está se ampliando e atingindo a uma outra camada da população. As possibilidades de reação estão dadas. Mas daí a chegar a um estágio de compreensão e a uma atuação coletiva os passos podem ser bastante complexos. Afinal, na distopia o individualismo impera e as pessoas tentam se salvar nas batalhas do dia a dia.</p>
<p>Se você pensar na reforma da Previdência, por exemplo, deve lembrar que ela não diz respeito à realidade palpável de milhões de pessoas, que já estão fora desse regime há muitos anos. Ocorre que a reforma vai além e maltrata ainda mais até mesmo os excluídos. Oportunidades de reconstrução de laços de solidariedade se abrem. Mas se fecham se a perspectiva de reação se mantiver na linha da manutenção das coisas como estavam, onde direitos, aos olhos de milhões, apareciam como privilégios.</p>
<p>Digamos assim: a mera piora das condições materiais não é fundamento para acreditar que alguma reação popular ocorra. A situação de 56 milhões de brasileiros já é a de “viver” abaixo da linha da miséria. É preciso algo mais: é preciso apresentar razões suficientes, razões sérias, honestas, de que é possível construir uma sociedade que seja de fato inclusiva. Não dá para manter o mesmo discurso, não dá para simplesmente acusar a ordem política atual de estar destruindo tudo. É preciso ter uma proposta que seja construtiva e que seja realmente inclusiva.</p>
<p>A gente pode fazer a crítica em relação aos retrocessos – pode e deve. São muitos e em diversas áreas. Mas para reverter esse quadro, o discurso da preservação do quadro em que vivíamos não é suficiente. É preciso uma proposta de resistência ao retrocesso, mas que apresente avanços, porque senão o convencimento atinge a muito poucas pessoas e não ganha, por assim dizer, apoio popular. Não se esqueça que o discurso da redução de direitos é apoiado na luta contra os privilegiados e em favor dos que não têm emprego ou benefícios previdenciários.</p>
<p>E a respeito de uma suposta morte do Direito do Trabalho, com todos esses ataques: existe esse risco ou ao contrário, o Direito do Trabalho continua muito vivo?</p>
<p>Não existe uma possibilidade de inexistência de direitos trabalhistas num modelo de sociedade em que o trabalho é central. A regulação desta relação de trabalho, numa perspectiva produtiva, é isso que o Direito do Trabalho faz. Havendo trabalho assalariado, os direitos trabalhistas existirão e trabalho assalariado haverá enquanto se mantiver esse modelo de organização social baseada na exploração capitalista do trabalho. Essa é a realidade de diversos países. Os direitos podem ser distintos, mas em todos os lugares esses direitos atendem em geral os mesmos parâmetros: limitação da jornada, idade mínima para o trabalho, horas de descanso, proteção contra acidentes, proibição de formas degradantes de trabalho etc.</p>
<p>Essas regulações existirão de um jeito ou de outro. Mesmo que alguém consiga rasgar toda a legislação trabalhista, não significa dizer que o mundo do trabalho será mantido em plena anomia. O mundo do trabalho vai se reorganizar de algum modo e o conflito capital e trabalho vai gerar limitações à exploração do trabalho, enfim. A discussão que precisamos fazer é, portanto: que Direito do Trabalho queremos? Para quais finalidades?</p>
<p>E me parece, na linha do que falei há pouco, que, diante de uma proposta que preconiza uma terceirização ampla, o trabalho intermitente, a fragilização da atuação sindical, aumentando o sofrimento do trabalho e diminuindo a participação dos trabalhadores na riqueza nacional, é necessário apontar os efeitos já nefastos provocados por essas alterações, que são visíveis, mas a resistência não pode se limitar ao efeito de meramente defender a preservação do Direito do Trabalho no estágio em que se encontrava. Um Direito do Trabalho que já autorizava a terceirização na atividade-meio, gerando uma exclusão dentro da inclusão para 12 milhões de pessoas. Que não assegurava um salário mínimo minimamente adequado. Que não garantia a proteção contra a dispensa arbitraria. Que não era eficiente para proteger o efetivo exercício do direito de greve.</p>
<p>É preciso explicar para o conjunto da sociedade a relevância de se promover uma relação capital e trabalho em que o trabalho seja de fato inclusivo, sendo essencial para tanto que o sindicato tenha efetiva força negocial, o que só se atinge com o pleno exercício do direito de greve.</p>
<p>Uma sociedade que se organiza em torno da exploração capitalista do trabalho deve possuir mecanismos para impedir que o poder econômico não se estabeleça de forma absoluta, impondo-lhe, ao menos, limites para que as pessoas não morram de tanto trabalhar e para que a riqueza produzida seja melhor distribuída e atenda a interesses coletivos política, democrática e dialeticamente concebidos.</p>
<p>Construir uma sociedade viável à condição humana de todas as pessoas é o que atende ao que se pode conceber como um projeto de sociedade. Mas só se pode falar em projeto se este for concebido para todos e todas e se for integralmente compreendido. Nesse contexto, a melhoria das condições de trabalho e o aumento dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras deve ser compreendido como algo desejado por todos. E é isso, ademais o que está previsto na Constituição de 1988. Um de nossos grandes problemas, ademais, é o de que em nenhum momento formos capazes de experimentar esse pacto.</p>
<p>O momento é de discutir abertamente as potencialidades, os objetivos, as limitações e os benefícios do Direito do Trabalho. O Direito do Trabalho não será um instrumento revolucionário. Ele será um instrumento de melhoria das condições materiais da classe trabalhadora.</p>
<p>É importante debater se os Direitos Humanos, trabalhistas e sociais, impondo limites aos interesses puramente econômicos, são suficientes para salvar, aprimorar e desenvolver o modelo de sociedade capitalista como um projeto efetivamente viável à condição humana. Mas está fora de discussão a proposição inversa, pois sem a visualização desses limites não se tem qualquer perspectiva de uma sociedade em direção a algum lugar. Vira pura e simplesmente a luta de todos contra todos, o salve-se quem puder e o quem pode mais chora menos. Não resta qualquer tipo de argumento defensável do modelo de sociedade, que só tem sentido do ponto de vista de seres humanos que se organizam socialmente para satisfazerem suas necessidades comuns.</p>
<p>E o que acostumamos a chamar de “Uberização do trabalho”; fazendo uma comparação com os problemas trabalhistas que a gente já vivencia: é um fenômeno ainda mais grave?</p>
<p>Eu vejo com os olhos de quem estuda o Direito do Trabalho há muitos anos e que sempre o fez a partir de uma perspectiva histórica. Essa análise permite compreender os direitos trabalhistas como fruto dos conflitos sociais. Ao longo de décadas, algumas limitações ao poder econômico foram estabelecidas, como, por exemplo, limite do tempo do trabalho. No entanto, houve sempre um movimento de fuga do capital aos limites fixados. O Direito do Trabalho, visto como um aparato teórico técnico axiológico e teleológico concebido para aplicar as normas historicamente construídas, compreendendo os movimentos de fuga do capital, foi fincado em normas dinâmicas (princípios), exatamente para acompanhar e anular a eficácia desses movimentos. Assim, o advento de renovadas formas de exploração do trabalho é uma realidade bastante conhecida pelo Direito do Trabalho e que é, incapaz, portanto, de lhe ludibriar.</p>
<p>Além disso, os novos modos de exploração do trabalho acabam gerando, em muito pouco tempo, as bases materiais das quais os direitos nascem.</p>
<p>O processo de uberização, por isso, pode-se dizer, mesmo reconhecidas as suas particularidades, na essência, é mais do mesmo. As plataformas digitais são mecanismos que facilitam a utilização do trabalho alheio e a venda da força de trabalho no mercado. Aquilo que parece ser muito diferente, na verdade não tem diferença essencial. Assim, passado o encantamento, vai se apresentar como de fato é. Logo vai se perceber que um motorista que trabalha na Uber, que parece estar prestando um serviço para uma pessoa determinada por meio de um aplicativo, na verdade está vendendo sua força de trabalho para quem detém o aplicativo. A proprietária do aplicativo utiliza a força de trabalho do motorista para auferir lucro.</p>
<p>Os tais prestadores de serviço que antes viam na atividade uma espécie de bico, um modo de ganho entre um emprego e outro, persistindo na situação de desemprego e passando a encarar a atividade como principal e duradora, tendem a se perceber como trabalhadores e até se compreenderem como integrantes de uma coletividade específica. Daí a formação de sindicatos, para viabilizar a reivindicação de melhores condições de trabalho, é um pulo. E isso, ademais, já vem ocorrendo em vários países.</p>
<p>A Justiça do Trabalho vem acompanhando isso?</p>
<p>A Justiça do Trabalho poderá, sim, fazer a sua parte, reconhecendo direitos aos trabalhadores da dita economia 4.0. Mas não será a protagonista, vez que o movimento social precede.</p>
<p>Esse processo de precarização que o Brasil está passando encontra paralelo em outros lugares no mundo?</p>
<p>É um movimento mundial, mas há que se entender o seguinte: na periferia do capital as consequências do aumento da exploração do trabalho e da diminuição da proteção social, o primeiro já no nível mais elevado e o segundo no plano do patamar mínimo, são sentidas bem mais rapidamente e são muito mais graves.</p>
<p>A intensidade de precarização jurídica que se implementou no Brasil com a “reforma” trabalhista, e que se intensificou com a Lei da Liberdade Econômica, é bastante superior àquela que se encontra nos países de economia paralela com a do Brasil. Com isso, o Brasil, inclusive, passou a ser uma espécie de laboratório da retração profunda de direitos trabalhistas.</p>
<p>Essa experiência, dados os efeitos desastrosos já sentidos, tende a não ser seguida. Mas nós mesmos não estamos conseguindo compreender isso, pois até há quem considere a possibilidade de aumentar a dose.</p>
<p>Estamos, de fato, diante da urgência de iniciar uma reversão da retração de direitos trabalhistas e sociais e de recuperação da garantia do acesso à justiça. O caminho, urgente e necessário, deve ser o da evolução da proteção jurídico-trabalhista. Se não houver a reversão deste quadro, em pouco tempo, o quadro social e econômico poderá entrar em colapso, correndo-se o grave risco do aparecimento de “saídas” antidemocráticas.</p>
<p>Como esse enfraquecimento, essa desmoralização do Judiciário impacta na democracia?</p>
<p>Não acho que o Judiciário como um todo esteja desmoralizado por conta de situações que representam desvios da regularidade da atuação jurisdicional. Não se pode realizar uma avaliação generalizante a respeito. O Judiciário continua em regular funcionamento e isso é essencial, inclusive, para conter quaisquer pretensões autoritárias.</p>
<p>As instituições podem apresentar problemas, mas a identificação dos problemas não deve servir como desculpa para o aniquilamento das instituições. Devem, isto sim, ser visualizadas para o seu necessário aprimoramento, buscando a superação das deficiências explicitadas.</p>
<p>Para isso não são eficientes, também, as iniciativas que buscam simplesmente perseguir e destruir pessoas. A questão não é essa. Não é de um problema meramente pessoal que se trata. O aprimoramento passa pela compreensão de que as instituições servem à sociedade como um todo, no sentido da prestação de serviços voltados à satisfação dos interesses públicos.</p>
<p>É urgente reconhecer que o enfraquecimento do Judiciário pode ser um passo decisivo para o desprezo à democracia. E é fundamental, também, que os próprios integrantes do Judiciário tenham a percepção da relevância de seu papel, o que exige, mais do que nunca, uma reafirmação de seu compromisso com a regularidade procedimental, com o respeito às garantias constitucionais no plano dos direitos fundamentais e com a efetividade dos direitos sociais, aos quais os direitos econômicos estão condicionados.</p>
<p>Fontes:Brasil de Fat0 e radiopeaobrasil</p>
<p>Charge destacada: alves/jornalaltovale</p>
<p>&nbsp;</p>
</article>
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		<title>Debatedores alertam para risco à fiscalização com fim do Ministério do Trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2019 10:21:12 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A extinção do Ministério do Trabalho, determinada pela Medida Provisória 870/19, coloca em risco a fiscalização das relações de emprego no País e a edição de normas protetivas do trabalhador. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (24) por integrantes de entidades ligadas à temática trabalhista, durante audiência pública realizada pela comissão mista que analisa a MP.</strong></p>
<p>Primeira medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro, a MP 870 reorganizou a estrutura administrativa do governo federal. Entre outros pontos, reduziu de 29 para 22 o número de órgãos com status ministerial. As atribuições do Ministério do Trabalho foram distribuídas entre três ministérios (Economia, Cidadania e Justiça).</p>
<p>Inspeção<br />
Para o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Silva, a divisão das funções entre órgãos fragmenta as políticas públicas trabalhistas e compromete, em especial, a área de inspeção, até o ano passado comandada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), órgão de segundo escalão do ministério extinto.</p>
<p>A MP e um decreto de regulamentação rebaixaram a atividade para o quarto escalão — uma subsecretaria vinculada a duas secretarias do Ministério da Economia.</p>
<p>— A inspeção do trabalho perdeu espaço, perdeu assento nas mesas onde as decisões são tomadas. Estamos, sim, diante de um equívoco conceitual, que terá repercussão na atuação do Estado brasileiro — criticou Silva.</p>
<p>Conflito<br />
O vice-presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Helder Amorim, também alertou para o conflito que pode surgir com o fim do Ministério do Trabalho e o rateamento de parte das suas atribuições para a pasta da Economia, cuja preocupação são os custos econômicos da atividade produtiva, e não os sociais.</p>
<p>— Há conflito de interesse evidente entre a edição de normas protetivas da saúde e segurança do trabalhador e a organização do processo econômico. O investimento em saúde e segurança pressupõe medidas custosas para a análise do capital, do poder econômico — afirmou.</p>
<p>Ajustes<br />
Amorim também criticou a transferência do registro sindical para o Ministério da Justiça. O relator da MP 870, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), já afirmou que deverá rever essa vinculação. Bezerra disse que vem conversando com o governo para a necessidade de ajustes no texto da medida provisória.</p>
<p>— Existe espaço, sim, para que a gente possa promover ajustes que são considerados importantes e que vêm sendo colocados aqui nas audiências. O debate realizado nesta quarta foi o terceiro promovido pela comissão mista, que fará mais outros dois — disse Bezerra.</p>
<p>O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) também não poupou críticas à MP:</p>
<p>— Essa medida provisória coloca o trabalho e o emprego para um tema marginal de política pública.</p>
<p>Ele destacou que nesta quarta o Ministério da Economia divulgou que Brasil fechou 43.196 vagas formais de emprego em março, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).</p>
<p>— Queremos o Ministério do Trabalho recriado, com responsabilidade política e poder político num momento tão importante da conjuntura — afirmou.</p>
<p>Charge: motoristafm</p>
<p>Fonte:  mundosindical</p>
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		<title>&#8216;Não tenho dúvida de que é censura&#8217;, diz Mourão sobre STF retirar matérias do ar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2019 12:14:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos]]></category>
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					<description><![CDATA[Para vice-presidente, convocação dos jornalistas dos dois veículos mostra ainda que eles são investigados A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5>Para vice-presidente, convocação dos jornalistas dos dois veículos mostra ainda que eles são investigados</h5>
<p>A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de mandar retirar do ar uma matéria da revista “Crusoé” que cita o presidente Dias Toffoli provocou reação do vice-presidente Hamilton Mourão.</p>
<p>Ele afirmou ao site “O Antagonista”, também atingido pela decisão, que a convocação dos jornalistas dos dois veículos mostra ainda que eles são investigados.</p>
<p>“Não tenho dúvida de que é censura, mas vai além da censura. No momento em que (a decisão), além de interditar a publicação, convoca os jornalistas a depor (significa que) já estão respondendo a inquérito”, declarou o vice-presidente.<br />
Por: <span class="autor">Juliana Almirante</span><br />
Foto : Antonio Cruz/Agência Brasil<br />
Fonte: metro1</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Reforma endurece regra e prevê abono do PIS/Pasep só para quem ganha até 1 mínimo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Apr 2019 16:56:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos]]></category>
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					<description><![CDATA[A reforma da Previdência (PEC 6/19) encaminhada pelo governo, no dia 20 de fevereiro, ao Congresso Nacional prevê que o pagamento do abono salarial do PIS/Pasep<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><br />
<strong>A reforma da Previdência (PEC 6/19) encaminhada pelo governo, no dia 20 de fevereiro, ao Congresso Nacional prevê que o pagamento do abono salarial do PIS/Pasep ficará restrito aos trabalhadores da iniciativa privada e aos servidores públicos que ganham até 1 salário mínimo (R$ 998, valor de 2019) de remuneração mensal. É o que consta na proposta de Emenda à Constituição (PEC) elaborada pela equipe econômica de Jair Bolsonaro.</strong></em></p>
<p>Atualmente, para fazer jus ao abono salarial, o cidadão deve ter trabalhado com registro formal por pelo menos 30 dias no ano-calendário de referência, tendo recebido até 2 salários mínimos, em média. Também é preciso estar inscrito no PIS/Pasep há, no mínimo, 5 anos (contados até 2017). Além disso, o empregado precisa ter informado corretamente os dados do trabalhador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).</p>
<p>Valor a pagar é mantido<br />
O texto da proposta, porém, mantém o pagamento no valor de até 1 piso nacional (R$ 998), de acordo com o número de meses trabalhados no ano-calendário de referência.</p>
<p>Portanto, quem trabalhar durante 1 mês vai receber 1/12 do salário mínimo. Hoje, esse valor seria de R$ 80. Quem trabalhar por 2 meses receberá 2/12 (ou seja, R$ 167, em 2018) e assim por diante. Só terá o valor integral do abono salarial quem tiver trabalhado por 12 meses.</p>
<p>O que é PIS/Pasep<br />
O PIS foi instituído por meio da Lei Complementar 7/70. O programa buscava a integração do empregado do setor privado com o desenvolvimento da empresa. O pagamento do PIS é de responsabilidade da Caixa.</p>
<p>Paralelamente à criação do PIS, a Lei Complementar 8/70 instituiu o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), com o qual União, estados, municípios, Distrito Federal e territórios contribuíam com o fundo destinado aos empregados do setor público. O pagamento do Pasep é feito pelo Banco do Brasil.</p>
<p>foto: sunoresearch</p>
<p>fonte:</p>
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